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A Cidade
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A cidade mais antiga do Espírito Santo, foi fundada por Vasco Fernandes Coutinho, que chegou com sua caravela Glória, em 23 de maio de 1535, e desembarcou acompanhado de 60 homens lusitanos e os fidalgos Simão de Castelo Branco, D. Jorge Menezes, Duarte Lemos e Valentinho Nunes, além da família do Donatário: a mulher D. Maria do Campo, e os filhos Jorge Melo e Martin Afonso Melo. A Igreja Católica celebrava no dia 23 de maio a festa do Divino Espírito Santo. Por esta razão os colonizadores resolveram dar ao povoado que fundaram, o nome de Vila do Espírito Santo. Em 1958, a Vila do Espírito Santo passou a ser chamada oficialmente de Vila Velha. No dia 28 de janeiro de 1860, O Imperador D. Pedro II e sua comitiva, visitou Vila Velha. E acompanhado da Imperatriz Dona Tereza Cristina, dirigiu-se à Gruta do Frei Pedro Palácios onde fez algumas anotações em seu cartafácil. Assistiu missa no Convento, visitou o forte São Francisco Xavier da Barra de doou 400 mil réis para restauração
da Igreja do Rosário.
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Após, sempre em companhia de sua comitiva, foi resfolegar-se com as águas da Fonte de Inhoá. Frei Pedro Palácios, nascido na Espanha, em 1500, pediu ao Custódio Frei Damião da Torre, anos após emitir os votos, a transferência para o recém descoberto Brasil.Seguidor de São Pedro de Alcântara, queria ele por em prática na nova terra, os planos de viver como eremita e pregar como missionário. Assim, chegou à Vila Velha em 1558, tornando-se imediatamente o primeiro missionário encarregado da catequese dos índios locais. Fazia longas caminhadas até as aldeias dos Aimorés. Instalou-se numa gruta na base da Penha, ao lado da qual construiu um nicho para o painel de Nossa Senhora. Da gruta Frei Pedro se mudou para uma casinha mais acima no rochedo, pedindo ajuda a quem pudesse, carregava ele mesmo as pedras e outros materiais de construção rocha acima, imaginando erguer o que hoje é conhecido capela-mor a 154 metros de altitude. O Convento da Penha.
Que é o símbolo da devoção à Nossa Senhora da Penha, e principal monumento religioso do Estado. Fiéis de todo o País se dirigem para o alto do morro da Penha em procissão, oito dias após a Páscoa, para prestar homenagem à Santa. Foi finalmente erguido em 1644, e ganhou o assoalho em estilo mosaico em 1879. A imagem da Santa e o painel de Nossa Senhora trazido pelo Frei Pedro Palácios, estão expostos no Convento. Não se tem conhecimento até o momento, de pintura mais antiga existente no Brasil.
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Pórtico do Convento da Penha, no pé da montanha |
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José de Anchieta o Padre, escreveu emocionado uma carta que reproduziremos a seguir: " Na Capitania do Espírito Santo há duas vilas de portugueses, perto uma da outra meia légua por mar. Em uma delas, que está na barra e chamam Vila Velha, por ser a primeira que ali se fez, está no monte mui alto e em um penedo grande uma ermida de abóbada que se chama Nossa Senhora da Penha, que se vê longe do mar e é grande refrigério e devoção dos navegantes, e quase todos vêem à ela em romaria cumprindo as promessas que fazem nas tormentas, sentindo particular ajuda da Virgem Nossa Senhora, e diz-se nela missa, muitas vezes. Esta ermida edificou-a um castelhano sem ordens sacras, chamado Frei Pedro, frade dos Capuchos que aqui veio em licença de seu superior, homem de vida exemplar, o qual veio ao Brasil com zelo da salvação das almas e com ela andava pelas aldeias da Bahia, em companhia dos padres jesuítas. Desejando batizar alguns desamparados e como não sabia letras nem a língua, porque este seu zelo não fosse, num cerne cientia, batizando alguns adultos sem o aparelho necessário, admoestado dos padres, lhes pediu em escrito algum aparelho na língua da terra para poder batizar alguns que achasse sem remédio e os padres não pudessem acudir; e assim remediava muitos inocentes e alguns adultos. Com este mesmo zelo se foi à Capitania do Espírito Santo onde fez o mesmo algum tempo, confessando-se com os padres e comungando amiúde, até que começou e acabou esta ermida de Nossa Senhora, com ajuda dos devotos moradores, e ao pé dela fez uma casinha pequenina à honra de São Francisco, na qual morreu com mostras de muita santidade." (1672).
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A história do Espírito Santo está diretamente ligada à colonização européia, iniciada na segunda metade do século XVIII. Seus costumes influenciaram as gerações seguintes e hoje formam a cultura capixaba. É difícil olhar para o Estado sem enxergar os traços marcantes dos imigrantes italianos e alemães, por exemplo. A trajetória do Estado também registra fatos da época da escravatura e das primeiras ferrovias, e a presença marcante do padre José de Anchieta, um ícone. Por este motivo, à três anos foi criado o projeto " Os Passos de Anchieta" que acontece sempre no mês de junho, e que está atraindo pessoas religiosas de todo o mundo, que procuram se harmonizar, nesta caminhada que o beato fazia a pé há mais de 400 anos, da cidade de Anchieta (que antes se chamava Rerigtiba, o que quer dizer lugar de muitas ostras na língua indígena) à cidade de Vitória, com a paz, gerada pelo total desinteresse às coisas materiais e sincero e dedicado trabalho ao maravilhoso amor ao próximo. Esta caminhada, em busca do encontro consigo mesmo, traçando o caminho aberto por Anchieta, rumo ao coração de cada um, recuperando o calor humano, o amor à si mesmo, ao próximo, à vida, e aos ensinamentos de Cristo, e conseqüentemente descarregando-se do stress, quando mergulhamos nesta higiene espiritual, regressando cada um, à sua vida, às suas tarefas, completamente renovado, cumprindo de maneira mais humana, as suas responsabilidades, que todos temos, mas relembrando nitidamente para que viemos: para aprendermos uma única lição, que é aprender a amar.
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Vila Velha
Com 465 anos, Vila Velha possui hoje uma economia diversificada e variadas atrações para seus visitantes. Cobre uma superfície de 211 Km (0,46% do Espírito Santo). Possui 5 distritos: Sede, Argolas, Ibes, Jucu e São Torquato. O clima quente e agradável é constante, ficando a média de temperatura em 25 graus centígrados. Vila Velha faz fronteira com Vitória, Guarapari, Viana, Cariacica e com o Oceano Atlântico. Seu solo é rico em areias quartzosas marinhas distróficas, cujo pH gira em torno de 4,8 e 5,5. |